sábado, 16 de julho de 2011

A expedição.

"O vento da areia sopra violentamente contra nossos rostos, dilacera a nossa pele ao contato. Rajadas e mais rajadas de areia banha o corpo do nossos membros, espero que alguém sobreviva ao retorno..."




"A essa altura eu desejaria ter ouvido aquele velho louco, antes de partir em busca dessa impossível jornada. A meses estamos viajando, os homens estão cansados, a água esta quase acabando. Teremos que deixar os camelos irem para conseguirmos voltar, caso não achemos uma fonte de água. Eu já perdi a conta de quantas vezes dividi minha reserva particular com homens que vão a pé. Me dá pena."

"Não sei ao certo se conseguiremos, talvez depois daquela colina finalmente avistaremos as ruínas. De que meu pai está em busca. Ele não deve estar preocupado com que esses homens não voltem nunca mais, para ele tudo não passa de mais uma busca por um item raro. Por vezes já caminhei a pé com os membros deixando outro descansar seus cansados pés nas costas desse velho camelo."

"Eles não comparam-me com meu pai, eles me chamam de generoso e bondoso, um título que não devo merecer. Já tirei vidas em defesa de pessoas humildes. Mas não cabe a mim retirar a vida de alguém, por mais sujo que sua consciência seja. Todos merecem chances de redimir-se perante os olhos da população, ou de sua religião. Não há sinal de ruínas após essa colina, temo que a comida não dure até lá."

"Um dos homens que começou essa jornada, já não está entre nós. Foi atingindo pelo mal do deserto. Tentou roubar a água para si, e matar seus companheiros, antes que o pior fosse causado ele desmaiou já sem vida. Espero que esse artefato possa recompensar a família desse nobre homem. A ganância está presente em todos os homens, um mal que move os ricos burgueses, e até mesmo a igreja algumas vezes."

"Começamos com três comboios há seis meses atrás. Nenhuma fatalidade durante a perda do primeiro e do segundo, durante a tempestade de dias atrás. Espero que os homens que estavam neles, ainda estejam bem. Eles não obedeceram a ordem de parar, e arriscaram desobedecendo as ordens daquele mouro de avançada idade. Tive que interromper meus estudos médicos para representar meu pai nessa expedição."

"Um dos homens está mal, febril. Temo que não consiga resistir até o fim da noite. Já irá escurecer daqui algum tempo. Conversarei com os membros restantes da expedição sobre qual rumo tomar. Tentarei convencê-los a não perder a esperança. Voltar já não é mais uma opção. A cidade mais próxima está a quase um mês de viagem, e nossos suprimentos, não devem durar mais do que uma semana."

"Anoitece, e somos obrigados a parar. A noite no deserto é cruel, mais fria que o topo de muitas montanhas. Uma fogueira é improvisada com a árvore seca que encontramos no início da manhã. Isso vai ser o suficiente para mantê-los aquecidos. Eu observarei o homem, farei companhia em seus últimos momentos de vida. O seu irmão menor está ao seu lado. Vejo-o o rezando para que seus deuses salvem ele."

"Peço que ele saia da carroça, e esquente-se junto aos outros. Ele recusa-se no começo, mas logo seu fraco corpo treme por causa do frio, e ele mesmo relutante vai para a fogueira junto aos outros. Tiro minha manta e cubro o homem. A noite vai passando e já com a lua ao meio do céu, ele vem ao óbito. Mais uma baixa na expedição. O seu irmão ainda dorme, como contarei que sua única família desapareceu?"

"Não durmo esta noite,o sol já surge de trás da enorme colina de areia, banhando a face dos que ainda dormem. Aquele garoto levanta e vem correndo a carroça ver como esta seu irmão. Balanço a cabeça de um lado para o outro, dizendo palavras para suavizar sua perda. Não adianta. O garoto cai em prantos, os outros membros da expedição o acolhem naquele momento. É triste, mas não podemos parar."

"Um rápido funeral é feito, enterrando o corpo do homem na areia, antes de prosseguirmos. O garoto recusa-se a ir. Os outros membros sabem que uma parada é arriscada, e com violência puxam o garoto de cima daquele túmulo raso. Ele grita de desespero querendo ficar com seu irmão. Isso dá pena, mas não existe ninguém que consiga vencer a morte, pelo menos não até encontrarmos o artefato."

"A expedição continua deixando aquele garoto para trás. Eu peço que parem a viagem por alguns momentos, para que eu converse com o garoto. E assim foi feito. Mal dou dez passos aproximando-se dele, e ouço barulho de gritos da expedição. O deserto faminto, está os engolindo. Corro em direção a expedição, mas já é tarde. A carroça já estava coberta pela areia. O que foi isso? Não consigo explicar."

"Olho para trás, e vejo o garoto com aquele punhal de pedra em mãos. Ele vira-se para mim dando um sorriso, e coloca a ponta do punhal contra seu peito, abre os braços. Corro para tentar evitar mais uma tragédia, mas tropeço em minhas vestimentas caindo na areia. O corpo do garoto cai ao chão, e seu sangue mancha a areia. A tristeza é enorme, o desespero toma conta de mim."

"Levanto, e corro para longe da li como posso. Não sei para onde estou indo, só quero estar longe dali, só quero estar em casa. Subo a enorme colina a passos apressados. Meus pés afundam cada vez mais na areia, chego ao topo e caio de joelhos sobre essa colina. Colocando as mãos no chão, bato minha cabeça contra a areia. Levanto a cabeça com os olhos cheios de lágrimas, porém elas não caem."

"Eu queria que tudo aquilo fosse mentira. Eu queria estar em casa. Em queria nunca ter começado essa expedição. Tantas mortes sem motivos. E somente sobrou uma única pessoa, Eu. Alguém totalmente despreparado para situações como esta. Já não tenho comida, só me resta meio cantil de água. Não tenho transporte, irei morrer com certeza. Levanto minha cabeça e olho para frente, lá estão as ruínas..."

quinta-feira, 30 de junho de 2011

The Blood Wings - O Diario de Theodor - Parte 6

30/04/2331

"-- Ora, Ora, quem vem aos meus domínios a essa ora!! - Theodor sorria, por ver o ilustre convidado na vila..."


" Que dia mais ilustre, minha pesquisa parou um pouco, mas esse dia foi especial. Meu amigo, que a tempos não vejo, o lupis da vila que devo ter citado varias vezes chegou em nosso território, mas não só foi para ver a mim ou minha querida esposa, ele também veio tratar de assuntos particulares com o rei, bem ele ditou isso, mas não sei o que se trata, pela face que seria algo importante."

"Passamos a tarde inteira  conversando sobre a vida e descobri que a jovem mulher dele está gravida, mais ou menos 2 meses. Minha mulher fez questão de dizer a ele para trazer a criança para nós vermos, ela adoraria segurar o bebê. Nesse instante os olhos da minha amada entristeceram um pouco, então fiz questão de abraça-la, como se dissesse que estaria lá para o que der e vinher. Ela sorrio para mim e foi para a cozinha, tratar do jantar."

" Era fim de tarde, a minha dama estava calmamente cozinhando e eu e o lupis cientista ficamos a sós, no quintal de nossa casa. É inverno, então só via-se o branco do local. Fiquei feliz quando ele ditou que a paz de nossas cidades estão caminhando iguais. Serão feitas mais expedições para lá, mas infelizmente não fui escolhido novamente para ir.  Então voltamos a conversar sobre nosso costume de quase todos os dias: Enviar cartas."

" Minha mulher nos chamou na varanda, falando do jantar, já era hora. Mas uma coisa estranha ocorreu antes dela chegar em tal local. Parecia que a tensão nos transtornava, ele criou uma pergunta em nexo para nossas palavras , mas percebi que era muito importante:
-- Theodor...
-- Fale!!
-- ... O que você acha de ter um tipo de animal ou humano... digo com poderes que não são de sua raça, ou ainda mais, ter uma mutação não só de humano para animal como os híbridos, mas varias raças onde ele pode ficar com esse tipo de transformação só ao tocar na espécie desejada?
-- Isso seria uma coisa extraordinaria e estranha...
-- porque estranha?
--... - o olhei sério pensando em algumas coisas - ... o que pretendes fazer?
-- n-nada. - ele balançou as patas assustado - só queria saber se isso seria possível.
-- entendo..."

" Depois que minha mulher nos chamou, ele não toucou mais no assunto nem eu, mas fiquei pensativo, seria possível ter uma raça assim?"


domingo, 5 de junho de 2011

The Blood Wings - O Diario de Theodor - Parte 5

12/04/2330

"Um sorriso explenduroso toca minha boca essa tardezinha, finalmente voltava da minha ida a cidade dos lupis, foram bons dias, momentos inesqueciveis concerteza, mas não ah lugar que seu lar."

"Minha mulher estava esperando na porta da cidade, ansiosa, não nos vemos a 8 dias ou mais pelas minhas contas, ela estava feliz em me ver, e muito preocupada, os dias lá também mexeram muito aqui. "

" Após caricias explicitas de saudades e preocupação na porta da cidade, nos fomos para casa e dormimos como um casal totalmente apaixonado um pelo outro. Ah, se tudo que fizemos naquele momento fosse pela saudade de toda vez que saia, iria para todas as aventuras pois quando voltasse deliciasse novamente da sua saudade soberba e luxurioso. Não tive nem tempo de escrever no diário no dia em que chegava na cidade."

" Logo quando amanhecia, sentia novamente a cama vazia, ela saia sempre ao por do sol para que quando acordasse ter o café da manhã e tudo feito, então após levantar, trocava de roupa e ia direto para a cozinha, onde tudo estava organizado, tudo pronto para sentar e comer calmamente. Percebia a falta que ela sentia de mim só de olhar para a mesa, recoberta de surpresas impressionastes. "
"-- Amor, não vou comer isso tudo!! - Olhava surpreso para tal momento. Ela me dava um beijo na testa com uma bandeja na mão e sorria. "
"-- Não se preocupe com isso, as crianças da vila vem comer também."
" Sentava, mas percebia a tristeza da mesma, ela teria a companhia das crianças, mas não teria uma sua. Meu coração pesava toda vez que pensava nisso. Ela tentava não entristecer na minha presença, mas era notável..."